A divulgação do conteúdo de mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, chamou atenção para uma questão que vai além do caso envolvendo o empresário: como a Polícia Federal consegue acessar dados de um celular mesmo quando o proprietário não fornece a senha? O material veio a público depois que o ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo do inquérito relacionado a Vorcaro.
No caso, as mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) incluem conversas de Vorcaro com o ministro do STF Alexandre de Moraes e outras figuras políticas. Parte das comunicações teria sido enviada de maneira planejada para reduzir os rastros deixados no WhatsApp, incluindo mensagens de visualização única.
PF não recuperou as mensagens do WhatsApp
Segundo o material da investigação, Vorcaro escrevia textos no bloco de notas do celular, fazia uma captura de tela e enviava a imagem pelo WhatsApp como mensagem de visualização única. O interlocutor também utilizava mecanismos destinados a diminuir os vestígios das comunicações.
A perícia, porém, não recuperou as conversas diretamente do WhatsApp. Os investigadores encontraram as anotações e imagens que permaneceram armazenadas no próprio aparelho. Esses arquivos, combinados com registros do sistema, permitiram reconstituir parte do conteúdo das comunicações.
O empresário não forneceu a senha de desbloqueio do iPhone 17 Pro apreendido.
