*Por Leandro Herrera
Toda grande transformação tecnológica muda o que conseguimos fazer e quais competências passam a ser mais valorizadas. A internet ampliou o acesso à informação. A nuvem tornou a infraestrutura mais barata e disponível. Agora, a inteligência artificial começa a reduzir uma barreira diferente: a distância entre ter uma ideia e conseguir colocá-la em prática.
Atividades antes restritas a quem dominava ferramentas e habilidades específicas começam a ficar mais acessíveis. Com apoio da inteligência artificial, já é possível descrever em palavras o que se quer construir e desenvolver uma primeira versão de uma solução sem dominar programação ou análise de dados. Isso não elimina a complexidade dessas áreas, mas muda o ponto de partida.
É nesse movimento que surge a Era da Imaginação: um período em que conceber possibilidades ganha importância porque a distância entre imaginar e construir está diminuindo.
O avanço da própria tecnologia ajuda a mostrar o tamanho dessa mudança. Segundo o AI Index 2026, da Universidade Stanford, os principais sistemas de inteligência artificial deram um salto importante na capacidade de resolver problemas reais de programação em apenas um ano. Ao mesmo tempo, 88% das organizações pesquisadas já usam IA em pelo menos uma área do negócio.
A primeira fase de adoção foi marcada pela eficiência. A IA entrou no trabalho ajudando a produzir textos, resumir documentos e acelerar tarefas que já existiam, o que é um movimento esperado.
