O cenário político e jurídico brasileiro foi abalado nesta semana com os novos desdobramentos do inquérito sobre o Banco Master.
O ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo da investigação da Polícia Federal e acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Nos diálogos revelados no inquérito da Polícia Federal (PF), Vorcaro chega a consultar Moraes sobre uma possível fuga, questionando: “Segunda tenho que estar fora?”, entre outras diversas interações que denotam uma notável proximidade entre o banqueiro corrupto e o magistrado da Suprema Corte.
Enfrentar as engrenagens de um sistema em que cifras milionárias se cruzam com o poder supremo exige muito mais do que simples técnica jurídica: exige uma postura inegociável!
O esquema envolvendo o Master é notoriamente complexo e marcado por pressões e violência. Foi nesse contexto hostil que Mendonça, há alguns meses, proferiu uma frase que define sua essência e coragem no tribunal:
Eu não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro.
Essa declaração é a síntese perfeita do que significa possuir uma verdadeira cosmovisão cristã.
Para quem vive a fé, como ele, que também tem um coração pastoral e está ligado à Igreja Presbiteriana de Pinheiros, a vida não se resume ao apego a cargos, ao status ou ao acúmulo financeiro.
