O Ministério Público de São Paulo abriu na 3ª feira (1º.set.2026) um procedimento para cobranças indevidas da Caixa Econômica Federal na dívida do financiamento da Neo Química Arena com o Corinthians. A representação que motivou a apuração indica possível divergência de R$ 255,75 milhões nos cálculos do débito, segundo informações do ge.
O promotor de Justiça Cássio Conserino, já responsável por outras investigações envolvendo o Corinthians, determinou a realização de uma perícia detalhada sobre os cálculos da dívida da arena. O procedimento aberto tem natureza administrativa preparatória e, por enquanto, não tem caráter criminal.
Segundo Conserino, se a diferença de valores for confirmada, a situação pode configurar, em tese, gestão temerária por parte dos dirigentes que autorizaram os pagamentos. Em entrevista à Record, o promotor de Justiça foi além e levantou a hipótese de o financiamento já estar integralmente quitado. Atualmente, Corinthians e Caixa consideram um saldo devedor de cerca de R$ 640 milhões.
Segundo a representação, a hipótese se baseia no artigo 940 do Código Civil, que estabelece que quem cobra valor superior ao devido é obrigado a pagar ao devedor o dobro do excesso cobrado. Na interpretação apresentada no documento, se confirmada a cobrança indevida de R$ 255 milhões, a Caixa poderia ser obrigada a pagar R$ 510 milhões ao clube.
