O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos “apelam aos parceiros internacionais a interromperem imediatamente as operações ‘como de costume’ com o governo da Nicarágua” em comunicado divulgado nesta quarta-feira (2).
Ele acrescentou que Washington continua comprometida em combater as violações dos direitos humanos cometidas pelo governo.
As declarações de Rubio foram feitas depois que o Congresso da Nicarágua aprovou, na terça-feira (1º), uma reforma constitucional que proíbe os partidos da oposição de participarem das eleições e estende o mandato presidencial de seis para sete anos, uma iniciativa que já havia gerado críticas dos Estados Unidos.
Diversos países da América Central, assim como Bolívia, Brasil e Chile, também se posicionaram contra o anúncio de Ortega, considerando-o um novo retrocesso democrático, enquanto o Panamá retirou seu embaixador de Manágua.
Juan Sebastián Chamorro, ex-candidato à presidência e opositor do regime do Nicarágua, classificou a reforma eleitoral como “um ato para oficializar duas coisas que [o regime] perdeu: legitimidade e tempo”. Chamorro, que está exilado nos Estados Unidos, se pronunciou nas redes sociais.
Dictadura decreta eliminación de elecciones y se receta 7 años más en el poder. Es un acto por oficializar dos cosas que ha perdido: legitimidad y tiempo. La transición democrática es incontenible y ellos lo saben, por eso recurren a una farsa que ni ellos mismos se creen.
