Quando você faz uma busca na internet, usa um aplicativo de banco ou tira alguma dúvida via inteligência artificial (IA), o trabalho pesado não acontece no seu celular ou computador. Ele ocorre num data center: galpão lotado de servidores e computadores parrudos.
Cerca de 60% dos dados e serviços de IA usados no Brasil são processados em data centers fora do país, segundo o Ministério da Fazenda. Para tentar trazer essa infraestrutura para o país, o Senado aprovou, na terça-feira (1º), o Projeto de Lei 278/2026. Ele cria o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter).
Como o projeto foi aprovado no Senado sem alterações no seu conteúdo principal, ele não precisa voltar para a Câmara dos Deputados, onde foi aprovado em fevereiro. Por isso, o PL vai direto para a mesa do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O chefe do Executivo tem até 15 dias úteis para aprovar a proposta, o que a transformaria em lei. Ou vetá-la (total ou parcialmente).
Redata: entenda o que muda na prática
Construir e manter data centers no Brasil é caro principalmente por causa da incidência de tributos (impostos) sobre os equipamentos de tecnologia. Além disso, processar dados fora do país gera lentidão nas comunicações, perda de competitividade das empresas nacionais e riscos à soberania nacional.
