Moradores de vários países do mundo se tornaram adeptos de um modelo diferente de viajar: eles praticam o “turismo sombrio”, conhecido também como “dark tourism”.
A origem desse tipo de entretenimento existe há muitos anos. Em 1861, por exemplo, centenas de moradores da cidade de Washington D.C., nos Estados Unidos, viajaram com cestas de piquenique e binóculos para assistirem à Guerra Civil Americana na cidade de Manassas, no estado de Virginia.
Atualmente, viajantes passam as férias em locais que não são recomendados pelo Departamento de Estado dos EUA, como Coreia do Norte, Afeganistão e Haiti. Alguns desses turistas conhecem locais que presenciaram momentos trágicos, como a cidade de Jonestown, na Guiana, quando houve um suicídio em massa, ou os Campos da Morte, no Camboja.
Arnaud Kirby, de Luxemburgo, afirma que seu interesse por locais como Síria, Líbia ou Sudão surgiu simplesmente por gostar de história. “Estar em um lugar onde há pouquíssimos turistas cria uma atmosfera completamente diferente. Permite interações mais autênticas com a população local e uma experiência mais genuína do país”, diz ele à CNN.
O turista já viajou para o Chade, na África Central, um país que tanto o Departamento de Estado dos EUA quanto o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido desaconselham as visitas por possíveis “ameaças de terrorismo, distúrbios civis, além de criminalidade, sequestros e munições não detonadas”.
