Nesta quarta-feira, 2, o Instituto Gritos de Liberdade (IGL) propôs ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, o afastamento temporário do ministro Alexandre de Moraes dos processos relacionados ao 8 de janeiro.
Conforme o documento obtido em primeira mão pela coluna, entre as alternativas sugeridas está a redistribuição de decisões urgentes que envolvam os manifestantes.
A medida foi tomada depois da divulgação de um relatório da Polícia Federal (PF), que revelou mensagens de WhatsApp trocadas entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Master.
“Fatos supervenientes podem justificar reavaliação da aptidão para permanecer à frente de processos sensíveis, sobretudo quando a autoridade é mencionada em relatório policial produzido sob supervisão de outro ministro da própria Corte”, afirmou o instituto fundado e presidido pela advogada Taniéli Telles.
O IGL é uma das entidades que representam os envolvidos no protesto de 2023, assim como a Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de Janeiro, a Asfav.
Pedidos de explicações a Moraes depois de relatório da PF
O instituto também interpelou a decisão de Moraes de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, que pode atenuar o sofrimento de centenas de famílias. O IGL requereu a Fachin que o caso vá ao plenário físico do tribunal para ser analisado.
“A liberdade não admite postergação indefinida”, sustentou o instituto.
