A Uber confirmou que planeja demitir mais de 3.300 funcionários, ou cerca de 10% da sua força de trabalho global, nesta quarta-feira (2). Em um comunicado, o CEO Dara Khosrowshahi explicou a decisão como um esforço maior para simplificar a gestão e liberar capital.
Mesmo que a Uber tenha alavancado uma rápida expansão e conseguido uma receita exponencialmente maior nos últimos anos, esse crescimento foi acompanhado de muita complexidade na tomada de decisões. Dessa forma, cortes nas equipes podem reduzir a burocracia instaurada na empresa, segundo o memorando.
Como parte dessa reestruturação, a companhia vai reduzir em 20% o número de funcionários que estão a sete ou mais níveis hierárquicos do CEO. As chamadas microequipes, com apenas um ou dois subordinados, serão reduzidas pela metade, enquanto departamentos de delivery, como restaurantes e varejo, serão unificados sob um único comando.
“Essa não foi uma decisão que tomamos de ânimo leve, pois terá um impacto real em nossos colegas de equipe e amigos que trabalharam arduamente para a Uber. É importante ressaltar que essas mudanças dizem respeito à nossa organização e às nossas prioridades, e não às contribuições individuais para a Uber, que sempre valorizaremos”, diz o comunicado.
Impactos da IA
Um dos grandes pontos nas rodadas de demissões recentes das Big Techs tem relação direta com inteligência artificial (IA), mas Khosrowshahi sequer mencionou essa tecnologia em seu memorando.
