A produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho ante junho, mas ainda está 15% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 4ª feira (2.set.2026). Eis a íntegra (PDF - 2 MB).
O resultado mostra que, apesar da recuperação da atividade desde a pandemia, a indústria ainda não retomou o patamar máximo registrado há mais de 15 anos.
O nível de produção de julho ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020. A indústria havia atingido o menor nível durante a pandemia em abril de 2020, quando ficou 27,2% abaixo do recorde histórico. Desde então, acumula recuperação de 16,8%.
Na comparação com junho, o crescimento de 0,2% interrompeu uma sequência de 2 meses de queda. A produção havia recuado em maio e junho e acumulou perda de 2,6% nesse período.
Em julho, 13 dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE registraram avanço. O principal destaque foi a produção de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com alta de 12,2%.
Também tiveram crescimento produtos alimentícios (1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%), outros equipamentos de transporte (11,2%) e produtos do fumo (11,1%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis tiveram alta de 3,2%, bens de capital cresceram 2,4% e bens de consumo semi e não duráveis avançaram 0,5%. Os bens intermediários recuaram 0,2%.
