As sucessivas ondas de calor deste verão podem reduzir o crescimento econômico francês em 0,1 p.p (ponto percentual), em média, neste ano, informou o Ministério das Finanças nesta quarta-feira (2).
O ministério, no entanto, ressaltou que esta é apenas uma mera estimativa nesta fase e não uma atualização oficial de sua previsão de crescimento para a França, que atualmente está em 0,7% para 2026.
Na semana passada, o INSEE (instituto de estatísticas) revisou a previsão de crescimento para o segundo trimestre de 2026, de 0,2% na leitura inicial para 0,0%, após a segunda maior economia da zona do euro ter contraído 0,2% no primeiro trimestre.
O ministro das Finanças, Roland Lescure, também disse que a revisão em baixa da classificação de risco do INSEE “é o primeiro impacto do verão horrível que tivemos”.
A informação torna a previsão de crescimento anual do governo de 0,7% praticamente inatingível, já que a economia precisaria crescer 0,5% tanto no terceiro quanto no quarto trimestre para alcançar essa meta, segundo o instituto.
Lescure ainda afirmou em uma conferência de economia que seu ministério precisaria levar em consideração um provável terceiro trimestre fraco ao atualizar as previsões de crescimento e déficit da França em setembro, antes de apresentar a proposta orçamentária para 2027 no início de outubro.
