As novas revelações sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com o banqueiro Daniel Vorcaro levaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a articular uma reação política, embora não haja indicação de que o presidente vá comentar diretamente o caso.
A estratégia dos aliados é evitar que as informações sejam associadas a Lula e, ao mesmo tempo, deslocar o foco para as relações de Vorcaro com outros personagens políticos e do Judiciário. Integrantes da campanha avaliam que o episódio não deve atingir o presidente e deve ser tratado como uma questão institucional.
Na avaliação da campanha, a associação entre Moraes e Lula parte de uma premissa considerada falsa: a de que o ministro seria ligado ao PT. O argumento é que, seguindo essa lógica, o ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também deveria ser associado ao PL.
A comparação ganhou força depois que vieram a público, nesta 4ª feira (2.set.2026), mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro que mostram um encontro entre o empresário e Mendonça em 14 de março de 2025, em São Paulo. A informação foi revelada pelo site ICL Notícias.
A reunião teria sido articulada pelo advogado Ciro Rocha Soares e pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). O material também indica que Ciro havia conversado com Mendonça sobre problemas enfrentados pelo Banco Master.
