Relatórios da Polícia Civil de São Paulo apontam que o Discord levou quase 17 dias para retirar do ar um servidor denunciado por práticas criminosas. O material reúne 63 comunicações emergenciais feitas entre maio de 2025 e janeiro deste ano.
Segundo a GloboNews, os documentos indicam que a plataforma demorou, em média, 17 horas para responder aos alertas. Entre os casos estavam automutilação, suicídio, estupros virtuais, abuso sexual infantil e maus-tratos a animais.
Alertas sobre crimes graves
Os relatórios foram elaborados pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil, e compartilhados com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O material ainda deve ser encaminhado à Advocacia-Geral da União (AGU).
Na avaliação dos investigadores, o Discord não oferece mecanismos adequados para restringir o acesso de menores a conteúdos impróprios ou ilícitos. A polícia também aponta fragilidades no cadastro: seria possível entrar na plataforma sem fornecer informações suficientes para uma identificação confiável.
Os documentos registram:
34 casos relacionados à automutilação;
22 envolvendo estupros virtuais;
15 de incitação ao suicídio ou suicídio;
10 de maus-tratos ou crueldade contra animais;
sete situações de abuso sexual infantil.
Também aparecem ocorrências de exploração sexual de crianças e adolescentes, ataques ou incêndios contra pessoas em situação de rua e apologia ao terrorismo.
