No final dos anos 70, um pequeno avião monomotor, sem instrumentos de navegação e com apenas um tripulante, se perdeu no meio do Oceano Pacífico depois de mais de 14 horas de voo. Essa história tinha tudo para se tornar uma tragédia da aviação. Só não foi graças ao comandante de um avião de passageiros que passava próximo e resolveu gastar todo o tempo e toda a ciência que tinha disponível, para encontrar e salvar a vida daquele piloto.
Mas pera aí! Essa não era uma coluna de astronomia?
É, eu sei que você provavelmente estava esperando mais um capítulo da nossa série de viagens espaciais, mas vou pedir licença para atrasar um pouco nossa próxima viagem por um bom motivo:
Na semana passada, ficamos sabendo que o Lito Sousa, que todos conhecem do canal Aviões e Músicas, havia sido diagnosticado com uma enfermidade neurodegenerativa rara e atualmente sem cura. E enquanto ele busca uma oportunidade de participar de tratamentos experimentais, que possam mudar esse prognóstico ou, ao menos, lhe dar mais tempo e qualidade de vida, eu resolvi lhe fazer uma homenagem contando essa história, que ele mesmo classificou como “a melhor história de aviação de todos os tempos”.
A Travessia
Era dezembro de 1978, um pequeno Cessna 188 voava sobre o Oceano Pacífico, entre Pago Pago, na Samoa Americana, e Norfolk, uma pequena ilha australiana isolada a milhares de quilômetros de qualquer grande massa continental.
