Quando um paciente chega ao consultório, é possível que parte da consulta já tenha começado antes, diante de uma tela. Em busca de informações sobre exames, diagnósticos e sintomas, cada vez mais pessoas recorrem à inteligência artificial para entender melhor sua condição antes da avaliação médica.
Nos Estados Unidos, 32% dos adultos já utilizam IA para buscar informações ou orientações sobre saúde, segundo pesquisa da Kaiser Family Foundation. No nosso país, pesquisa da Kaiser Family Foundation aponta que 7 em cada 10 brasileiros recorreram a essas ferramentas no último ano para compreender diagnósticos, medicamentos, exames ou laudos antes da consulta médica.
Por que os pacientes perguntam primeiro à inteligência artificial?
Um estudo publicado na Nature Digital Medicine, em 2025, mostrou que pacientes com câncer avaliaram respostas de chatbots como mais empáticas do que aquelas fornecidas por médicos. Isso não significa que confiem mais na inteligência artificial do que nos profissionais de saúde, porém abre espaço para uma reflexão sobre se estamos atendendo, de forma eficaz e empática, às reais necessidades daqueles que nos procuram.
A disponibilidade e a aparente “empatia” dos algoritmos, no entanto, não devem mascarar seus riscos, como a criação, com base em IA, de avatares médicos que fornecem recomendações médicas ao público em geral.
