O potencial exploratório da Margem Equatorial exige planejamento para os próximos 20 anos no setor de gás natural, afirma Marcelo Mendonça, diretor-executivo da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado), em entrevista ao Poder360. “Esse potencial só vai estar disponível daqui a 6, 8, 10 anos, então a gente já tem que pensar nessa agenda para agora”, diz o executivo.
A exploração da nova fronteira produtiva, ainda sem reservas comprovadas, faz parte de uma estratégia para as próximas décadas traçada pelas distribuidoras de gás. As empresas lançam nesta 4ª feira (2.set.2026) um e-book com propostas para os candidatos à Presidência da República. Leia a íntegra (PDF - 20,6 MB).
O documento “Gás Canalizado: Agenda estratégica para promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil” reúne 4 políticas públicas, 4 propostas legislativas e 6 recomendações regulatórias. As sugestões serão entregues aos candidatos ao Palácio do Planalto e aos deputados e senadores da próxima legislatura.
A Abegás estabelece 2 prioridades centrais para os próximos 4 anos do mercado de gás: aumentar a competitividade e a oferta do insumo produzido no Brasil. A agenda parte da avaliação de que o país produz muito gás natural, mas aproveita pouco o insumo.
Em 2025, o Brasil bateu recorde de produção, com 179 milhões de m³ por dia. Desse total, porém, só 33% chega efetivamente ao consumidor.
