Caso Master põe STF no centro da crise e expõe impasse sobre resposta da Corte
A avaliação hoje é de que o conjunto de tudo o que veio a público sobre o caso Master é devastador para a imagem, a reputação e a credibilidade da Corte. Porque o Master deixou de produzir uma crise envolvendo apenas determinados ministros ou autoridades. O caso arrastou o próprio Supremo para dentro da lama.
E isso coloca uma pergunta para a instituição: qual foi, até agora, a resposta do Supremo a tudo isso?
Porque, olhando a sequência dos acontecimentos, não houve um movimento institucional de avanço nem uma reação aos episódios que atingiram integrantes da Corte.
Paulo Gonet entendeu primeiro que Toffoli poderia permanecer na relatoria. Depois, diante do episódio envolvendo Alexandre de Moraes, considerou que não havia elementos que justificassem o avanço de uma investigação. Agora, a PGR pede a nulidade da investigação conduzida por André Mendonça.
Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
Antonio Augusto/STF e Divulgação
Ou seja: enquanto o conteúdo conhecido amplia o desgaste do Supremo, as respostas institucionais caminham, até aqui, no sentido contrário ao aprofundamento das apurações.
É nesse cenário que o STF está diante de uma nova decisão. E é por isso que a discussão sobre o plenário ganhou outra dimensão.
Mendonça pretende liberar todo o material na próxima semana e pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, que paute o assunto.
Caso Master arrasta Supremo para o centro da crise e expõe impasse sobre resposta da Corte
