Autoridades financeiras do Japão afirmaram que vão monitorar de perto o iene em meio ao avanço das preocupações com a inflação. A avaliação apresentada nesta quarta-feira (2) é de que a estabilidade do mercado cambial é relevante tanto para os preços no país quanto para a economia global. O tema ganhou força após a reunião de autoridades financeiras do G20.
A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou que uma intervenção cambial coordenada “ajuda a sustentar a estabilidade dos mercados e das economias globais”. Após o encontro do G20, ela disse ter explicado as ações do governo japonês no mercado de câmbio, realizadas em coordenação com os Estados Unidos, e afirmou que não houve manifestação de discordância por parte dos chefes financeiros globais.
O presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, declarou que os indicadores econômicos recentes estão alinhados com as projeções do banco central. Ele reiterou a posição de considerar novos aumentos nas taxas de juros conforme as condições econômicas, de preços e financeiras.
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Ueda acrescentou que, com a inflação subjacente do Japão próxima da meta de 2% do BoJ, a autoridade monetária deve atuar com mais cautela diante da possibilidade de os preços superarem esse objetivo.
