Um grupo de pesquisadores brasileiros desenvolveu um protocolo gratuito que qualquer pessoa pode inserir no início de uma conversa com ferramentas de IA (como o ChatGPT, o Claude ou o Gemini) para tornar as respostas mais transparentes, críticas e responsáveis.
O protocolo se chama Código Humanitas e foi desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em parceria com o estúdio de inovação 404 Innovation Studio. Participaram da construção e revisão o advogado e pesquisador de tecnologia Ronaldo Lemos e o educador especialista em IA generativa Paulo Aguiar. O código está disponível gratuitamente em nuncaparedepensar.com.br.
O que o código faz
O Código Humanitas é composto por 12 artigos e 5 cláusulas finais que estabelecem diretrizes para a interação entre usuário e sistema de IA. Na prática, ao inserir o protocolo no início de uma conversa, o modelo passa a:
Indicar fontes que possam ser verificadas;
Considerar diferentes pontos de vista sobre o tema;
Preservar a autoria e o protagonismo do usuário;
Recomendar validação humana quando o assunto puder gerar consequências relevantes - especialmente em saúde, direito e finanças.
Por que isso importa
Modelos de IA generativa tendem a responder com confiança mesmo quando erram, omitem fontes e raramente alertam o usuário sobre os limites do que estão dizendo. O Código Humanitas tenta corrigir esse comportamento por meio de instrução direta, sem depender de alterações nos modelos pelos fabricantes.
