A crise que vem atingindo as comercializadoras de energia ganhou mais um capítulo. A Safira Energia obteve na Justiça uma proteção de 60 dias contra execuções e cobranças para tentar renegociar cerca de R$ 357,5 milhões em dívidas com credores, em meio a uma deterioração de liquidez que já levou dezenas de outras empresas do setor a buscar mecanismos de reestruturação.
A decisão a qual a CNN teve acesso beneficia quatro empresas do núcleo de comercialização do grupo e suspende, durante o período, a exigibilidade dos créditos relacionados no processo e medidas de constrição patrimonial. A Safira tenta usar essa janela para avançar em uma mediação com credores e evitar, neste momento, um pedido de recuperação judicial ou extrajudicial.
A liminar foi concedida pela 2ª Vara Regional de Competência Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Tribunal de Justiça de São Paulo. A medida beneficia Safira Administração e Comercialização de Energia, Safira Artemis Comercialização de Energia, Safira Trading e Geração de Energia e Safira Varejo Comercialização de Energia. As empresas atuam no Ambiente de Contratação Livre e participam do mercado por meio da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Na ação, a Safira alegou enfrentar uma crise econômico-financeira momentânea provocada por falta de liquidez no mercado, volatilidade dos preços de energia, mudanças nos parâmetros regulatórios de precificação e encarecimento do crédito.
