A polícia do Nepal informou nesta quarta-feira (2) que o número de mortos no enorme deslizamento de terra subiu para 1.127, enquanto mais de 3.900 pessoas continuam desaparecidas.
A catastrófica inundação repentina e o deslizamento de terra, provocados pelo colapso de uma geleira no lado nepalês, atingiram a remota região da fronteira entre China e Nepal na manhã de 26 de agosto.
Na cidade ribeirinha de Devighat, às margens do rio Trishuli, que foi uma das áreas mais atingidas pelo desastre, aproximadamente 300 casas foram destruídas ao longo da margem do rio. A dimensão da devastação é evidente: grandes estruturas foram completamente reduzidas a escombros.
Com a diminuição do nível das águas, moradores locais reúnem forças para retornar às áreas devastadas em busca de pertences que possam ser recuperados. Os objetos resgatados são levados para abrigos temporários onde famílias desabrigadas estão atualmente alojadas.
Nas áreas afetadas, telhados desabados são uma visão comum e, em algumas residências, a lama ainda chega ao primeiro andar. Os moradores trabalham para remover os destroços, mas a tarefa é extremamente difícil diante da dimensão da destruição. Os que conseguiram escapar se consideram sortudos, mas a força da inundação, que arrastou prédios inteiros, levanta questões angustiantes sobre o destino daqueles que não conseguiram fugir a tempo.
Prédios de escolas locais foram transformados em abrigos temporários para acomodar os sobreviventes.
