A China foi o único país a se manifestar contra alguns artigos da declaração divulgada no final da reunião de ministros de Finanças do G20, realizada de 2ª feira (31.ago.2026) a 3ª feira (1º.set) nos Estados Unidos. Dos 17 parágrafos do texto, a delegação chinesa registrou objeções a 4. Eis a íntegra do comunicado (PDF - 105 kB, em inglês).
Dois desses parágrafos rejeitados pela China falam explicitamente em “corrigir distorções” e “reduzir dependência excessiva das exportações”. Essas são críticas que alguns países, em especial os EUA, fazem à política econômica chinesa. Eles argumentam que a China, de forma proposital, subsidia a exportação de produtos para quebrar a indústria de outros países.
“Países com excedentes externos excessivos e persistentes devem eliminar as distorções que restringem o consumo interno e que resultam em uma dependência excessiva das exportações para o crescimento. Essas políticas e práticas geram efeitos colaterais prejudiciais nos mercados globais, regionais e domésticos, além de aumentarem a dependência econômica”, diz um dos parágrafos rejeitados pela China.
Em conversa com jornalistas no final da reunião, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent -o anfitrião do encontro-, afirmou que a China foi a única contrária a dispositivos do texto e que os demais países concordam em discutir as “exportações baratas” e como proteger suas economias.
