Um novo estudo da Universidade de Michigan, publicado na revista Science, descobriu que os eventos de El Niño se tornaram quase 40% mais intensos nos últimos 40 anos em comparação com o período pré-industrial. A pesquisa foi publicada na última quinta-feira (27).
Os autores analisaram corais modernos e antigos das Ilhas Galápagos e constataram que os eventos de El Niño registrados nos últimos 40 anos foram mais intensos do que qualquer outro observado a cerca de 1850, período que marca o início da intensificação da influência humana sobre o clima por meio da emissão de gases de efeito estufa.
“Não vemos um período no passado em que o El Niño tenha sido tão forte quanto hoje, e mostramos que a intensidade do El Niño muda em paralelo com o aquecimento da temperatura global”, disse a autora principal Julia Cole, professora e chefe do Departamento de Ciências da Terra e do Meio Ambiente da Universidade de Miami.
Em condições normais, os ventos alísios (ventos constantes e úmidos) sopram de leste para oeste ao longo da região equatorial do Pacífico. Esse movimento desloca as águas quentes da costa da América do Sul em direção à Austrália e à Indonésia.
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Quando esses ventos enfraquecem, porém, a água quente se desloca de volta para o leste, em direção à América do Sul. Esse processo provoca alterações na temperatura da superfície do oceano e dá início a um episódio de El Niño.
