O conflito entre Estados Unidos e aliados contra o Irã levou à disparada do petróleo, trazendo de reboque mais pressão sobre inflação e os juros em escala global.
Nas últimas semanas, Teerã voltou a realizar ações contra embarcações no Estreito de Ormuz. Em resposta, Washington anunciou novos ataques contra alvos no país persa.
A escalada levou o petróleo Brent para novembro, referência internacional negociada na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), encerrar o pregão de terça-feira (1º) em alta de 4,6% (US$ 4,16), a US$ 94,65 por barril. Em seis meses de guerra, a commodity acumula alta de 30% - tendo passado por momentos mais drásticos nos períodos mais tensos do conflito.
Fluxo exportador
A torneira fechou no Oriente Médio, com a produção e o fluxo por vias tradicionais sendo interrompidos. Nesse sentido, se favoreceram exportadores alternativos. Dentre eles, o Brasil.
Após viagem à Ásia, Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), relatou ao CNN Money ter sentido “os países asiáticos em busca de alternativas a essa dependência que tinham” do óleo do Oriente Médio.
Durante a passagem pelo continente, onde esteve com executivos da Malásia e do Japão, Ardenghy afirmou que o Brasil está “ocupando a cabeça dos dirigentes que fazem planejamento energético no mundo inteiro”.
