Pessoas fogem de deslizamento de terra na fronteira do Nepal com o Tibete
O vídeo dura poucos segundos.
Uma parede escura aparece atrás dos prédios em Gyirong, no lado chinês da fronteira entre o Nepal e o Tibete, região anexada por Pequim na década de 1950.
Inicialmente, ela quase parece uma nuvem escura, até que ganha forma e velocidade.
Uma onda de água, lama, rochas, gelo e pedregulhos se espalha pelo vale. As imagens, feitas por câmeras de segurança às 10h59, hora do Tibete (23h59 em Brasília), viralizaram em todo o mundo.
Para muitos, esta foi a primeira evidência visual da enorme escala da destruição que estava por vir.
Ainda é difícil reconstruir o que aconteceu nos minutos seguintes. Mas fragmentos de vídeos e imagens de satélite mostram grande parte do complexo fronteiriço destruída. Construções que, antes, ocupavam o vale, simplesmente deixaram de existir.
Os registros eletrônicos de imigração do posto de fronteira nepalês de Rasuwagadhi fornecem algumas informações, além das impressões do seu único funcionário sobrevivente.
Tika Ram Pokharel, por acaso, estava prestando naquele dia um exame na capital nepalesa, Katmandu. Ele conta à BBC que a fronteira estava mais movimentada que o habitual quando foi atingida pela enchente.
"Este é um caminho histórico entre Katmandu e o Tibete", explica o hidrólogo Ajay Dixit, da capital do Nepal.
Os minutos que antecederam a avalanche de lama na fronteira entre Nepal e China
