Brasileiros são vítimas de tráfico humano após falsas vagas de emprego
Arquivo Pessoal
Uma rede de tráfico humano que recrutava brasileiros para trabalhar no Sudeste Asiático passou a buscar novos destinos depois do aumento da repressão na região, segundo Cintia Meirelles, diretora da ONG Exodus Road Brasil, organização não governamental que atua no combate a esta atividade.
Segundo as investigações, as vítimas são recrutadas com falsas promessas de emprego e, ao chegar ao exterior, são obrigadas a participar de golpes virtuais.
Entre os países apontados estão Madagascar, na África, além de Paraguai, Ucrânia, Armênia, Malásia e Emirados Árabes Unidos. A mudança ocorreu depois que as autoridades passaram a atuar mais intensamente contra os chamados complexos de golpes no Sudeste Asiático.
"Há mesmo uma nova rota depois que houve o conflito entre Tailândia e Camboja em 2025. Policiais acabaram entrando mais nos complexos de golpes feitos com vítima de tráfico humano, e as redes passaram a se pulverizar para a África, como Madagascar, e outros países como Paraguai, Ucrânia, Armênia, Malásia e a cidade de Dubai. Eles estão realmente pulverizando para outros locais, o que faz com que fique mais difícil de monitorar", afirmou.
O caso de 23 brasileiros que estão em Antananarivo, capital de Madagascar, é um exemplo dessa mudança de rota.
Entenda como se formou a nova rota internacional de tráfico humano que levou 23 brasileiros do Camboja até Madagascar
