A Polícia Militar (PM) utilizou prints de conversas entre sargentos e o depoimento de ambos para justificar o encontro de viaturas que supostamente teriam seguido o motorista de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. A Jovem Pan teve acesso à integra do documento da investigação com exclusividade.
Segundo o processo - que concluiu que não houve perseguição ao motorista - o encontro das equipes M-12070 e M-12090 da PM na rua Joinville, no bairro de Indianápolis, em São Paulo, foi previamente combinado para o atendimento a uma ocorrência. A equipe do sargento Elder, que estava na viatura M-12070, teria recebido uma informação sobre a possibilidade de roubo ou furto a um condomínio na região do Hotel Pullman, seguindo para o local.
Um dos policiais da equipe, sargento Elder, teria informado que faria contato com outra equipe de Força Tática, e combinou a parada da viatura na rua Joinville para aguardar o reforço. Cerca de dez minutos depois, por volta das 22h35, a outra, a M-12090, comandada pelo sargento Jesus, chegou ao local. Segundo a investigação, as equipes receberam verbalmente a informação sobre o possível crime em condomínio.
“QTI agulhas”, começa o sargento Elder, às 22h16, na troca de mensagens via WhatsApp. “Estou pela Joinville, porém do outro lado da 23 [Av. 23 de Maio]”, continua, ao mandar a localização para o sargento Jesus e pergunta: “Vai fazer um QSO?”, às 22h25.
