A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) planeja usar o 7 de Setembro para intensificar as críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O movimento em São Paulo, que já vinha sendo organizado pelo partido como uma demonstração de força da direita e uma oportunidade para a candidatura de Flávio, ganhou novo peso político após as revelações sobre a relação entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo fontes da campanha ouvidas pela CNN, a intenção agora é transformar o 7 de Setembro em uma espécie de “dia D” contra Moraes. Pelas redes sociais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o 7 de Setembro será o dia “em que o Brasil vai parar os intocáveis”.
Uma ala do PL, no entanto, prega necessidade de cautela e citam a necessidade de que os oradores administrem o tom das críticas. Isso porque Flávio também é alvo de acusações relacionados ao caso Banco Master. Como mostrou a CNN, mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal colocaram sob investigação a relação do candidato com Vorcaro.
É nesse contexto que as informações sobre Moraes e Vorcaro oferecem à campanha um argumento para tentar deslocar o foco do debate. Documentos analisados pela PF apontam troca de mensagens entre Vorcaro e o ministro, encontros entre os dois e a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
