Um tribunal de Honduras arquivou as acusações contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández por fraude e lavagem de dinheiro. Autoridades do Judiciário confirmaram o arquivamento nesta terça-feira (1), nove meses após ele ter sido libertado da prisão nos Estados Unidos, onde cumpria uma longa pena por acusações de tráfico de drogas.
De acordo com o porta-voz do Judiciário, Carlos Silva, o juiz concluiu que Hernández não era responsável pelas decisões orçamentárias no período em que os crimes teriam ocorrido e que não foi possível confirmar que os recursos desviados tenham sido destinados à sua campanha presidencial de 2013.
“É claro que esperávamos esse resultado porque o caso não tinha fundamento”, disse Hernández a apoiadores do lado de fora do tribunal. “A decisão é clara. Hoje, este capítulo de perseguição política chegou ao fim.”
“Aqueles que arquitetaram essa operação não queriam apenas me ver banido de Honduras para sempre, sem poder retornar, mas estavam determinados a deixar minha família na rua”, acrescentou, referindo-se aos bens apreendidos pelas autoridades hondurenhas. “Foi puro vandalismo.”
Hernández falou ao lado de sua esposa, Ana García, que buscou a indicação de seu partido para disputar a Presidência em 2025.
Enquanto os apoiadores de Hernández comemoravam a decisão, grupos anticorrupção alertaram que o resultado poderia corroer ainda mais a confiança dos hondurenhos nos tribunais.
