Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes usaram em seus contatos um esquema de comunicação que tinha como objetivo não deixar rastro de mensagens, mesmo em caso de acesso direto aos celulares de algum dos 2.
O método só não deu certo para esconder definitivamente o conteúdo dos chats porque o dono do Master cometeu alguns erros no processo de capturar imagens para enviar recados ao magistrado.
O sistema funcionava assim, segundo a Polícia Federal:
como era o envio - era usado o sistema de visualização única do aplicativo WhatsApp. Fotos, vídeos ou áudios enviados nessa função desaparecem assim que o destinatário vê o recado;
o erro de Vorcaro - Vorcaro, em vez de escrever ou gravar o áudio no próprio app, preferia redigir a mensagem no bloco de notas do celular, fazia uma captura da imagem da tela e enviava. Moraes lia e a mensagem desaparecia. Só que as imagens do bloco de notas ficaram todas gravadas no iPhone do fundador do Master;
sem respostas de Moraes - como o celular apreendido foi o de Vorcaro, não foi possível checar se Moraes cometia o mesmo erro do então banqueiro nem o teor das mensagens enviadas pelo ministro.
A PF diz ter usado o software próprio Iped (Indexador e Processador de Evidências Digitais) para organizar os dados do celular apreendido de Vorcaro em novembro de 2025, que é um iPhone 17 Pro.
