Novas mensagens reveladas em relatório da PF (Polícia Federal) mostram trocas de mensagens e evidências de ao menos seis encontros entre o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O ministro André Mendonça relator das investigações do Caso Master, no STF, solicitou que os novos elementos sejam analisados pelo plenário da Corte e mencionou, em decisão nesta terça-feira (1º), possíveis consequências para o colega.
A possibilidade de Moraes ser investigado abre uma situação excepcional na história recente do STF. Mendonça retirou o sigilo de parte dos autos e afirmou que o caso deve ser analisado em sessão presencial e pública.
A eventual inclusão de Moraes como investigado, porém, não significa acusação ou conclusão de que houve crime.
Segundo o professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF) Gustavo Sampaio, ouvido pela CNN Brasil, uma investigação contra um ministro do STF precisa ser autorizada pelo plenário da Corte.
“Não é bem verdade falar que é o Supremo Tribunal que investiga. O Supremo Tribunal supervisiona as investigações”, afirmou.
Consequências para Moraes
Caso o plenário autorize a investigação, a primeira consequência será a abertura formal de uma apuração sobre a conduta de Moraes. A PF poderá reunir novos elementos, ouvir envolvidos e analisar documentos e mensagens.
