A União Europeia confirmou que suspenderá as importações de carne do Brasil a partir do dia 3 de setembro. A decisão foi motivada pela falta de garantias exigidas sobre o controle e a proibição do uso de substâncias antimicrobianas na pecuária brasileira.
Reação do agronegócio
As principais entidades do agronegócio brasileiro já se manifestaram e acompanham com cautela os desdobramentos dessa decisão. Ricardo Santim, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, afirmou que a entidade monitora de perto a missão de inspeção europeia no sistema de produção de aves.
Missão de inspeção
A missão de inspeção está verificando o cumprimento das regras de uso de antimicrobianos na produção de frangos exportados para a Europa.
O Brasil já cumpre as exigências e não há qualquer violação.
A investigação se refere a um nível de fiscalização mais rigoroso exigido pela Europa.
Expectativas do setor
O setor de apicultura também se manifestou, com Sérgio Farias, presidente da Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura, destacando que as abelhas brasileiras não utilizam antibióticos na produção do alimento. Farias acredita que a apicultura pode superar essa barreira, embora não haja certeza se a documentação necessária será verificada a tempo.
Postura cautelosa das entidades
Outras entidades, como a BIEC, adotaram uma postura cautelosa e devem se manifestar sobre o assunto um dia antes da suspensão entrar em vigor.
