Por Tiago Salazar e André Costa
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) voltou a determinar o arquivamento do inquérito que investigava uma suspeita de milícia digital no Corinthians.
A decisão foi proferida na última sexta-feira, dia 28 de agosto, pelo promotor Marcio Takeshi Nakada, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital. A informação foi publicada inicialmente pelo portal Meu Timão e confirmada pela Gazeta Esportiva.
A abertura da investigação, revelada pela Gazeta Esportiva em agosto de 2024, foi motivada por relatos apresentados por Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians. Na época, em meio à forte disputa política com o ex-presidente Augusto Melo, Tuma alegou ter sido vítima de ameaças, perseguições e ofensas nas redes sociais.
O procedimento já havia sido arquivado anteriormente por falta de elementos que justificassem o prosseguimento das apurações. No entanto, Romeu Tuma Júnior solicitou novas diligências, incluindo pedidos de quebra de sigilo e obtenção de informações junto a plataformas digitais.
Após reavaliar o caso, o Ministério Público entendeu que não surgiram provas capazes de relacionar os perfis investigados a eventuais crimes ou ao suposto vazamento de informações sigilosas. O promotor responsável também considerou não haver justificativa para autorizar quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal ou bancário dos envolvidos.
