O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve julgar nesta quarta-feira (2) a compra de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC) pela B3. A operação inclui ainda um acordo de parceria entre a B3, a CRDC e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), controladora da empresa, para ampliar a atuação conjunta no mercado de soluções de crédito.
A análise chega ao tribunal do Cade após a Superintendência-Geral (SG) do órgão recomendar, em maio deste ano, a rejeição da operação. O caso foi classificado como complexo por questões ligadas a efeitos conglomerais e impactos sobre a rivalidade. Segundo a SG, a combinação entre a aquisição da CRDC, o acordo de parceria e o poder de portfólio da B3 resultaria em um cenário concorrencial preocupante.
Diante desse entendimento, a B3 apresentou uma proposta de Acordo em Controle de Concentrações (ACC) com salvaguardas e compromissos para tentar viabilizar a aprovação. A proposta prevê medidas para delimitar o escopo da parceria, as possibilidades de alavancagem entre produtos e serviços e a interoperabilidade, com o objetivo de preservar as condições de concorrência nos mercados afetados.
Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!
Criada em 2014, a CRDC presta serviços de tecnologia para agentes do setor de concessão de crédito e atua como infraestrutura de mercado.
