A defesa de Eduardo Tagliaferro pediu à Vice-Procuradoria-Geral da República (Vice-PGR), nesta terça-feira, 1º, que investigue o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Os advogados questionam documentos usados pelo Brasil para tentar trazer Tagliaferro da Itália.
A representação, assinada pelos advogados Paulo César Rodrigues de Faria e Filipe Rocha de Oliveira, levanta dúvidas sobre três documentos: uma manifestação da Procuradoria-Geral da República, de 30 de julho de 2025; uma decisão de Moraes, do dia seguinte; e um mandado de prisão preventiva.
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Segundo a defesa, esses documentos não aparecem, nas datas indicadas, em uma certidão do STF com o histórico do caso. Os advogados afirmam não ter conseguido confirmar os documentos pelos sistemas eletrônicos do STF e do Ministério Público Federal.
A defesa também diz ter encontrado informações diferentes sobre o mandado de prisão. Uma consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão não encontrou ordem pendente contra Tagliaferro, enquanto um documento do Conselho Nacional de Justiça informava que havia um mandado em aberto.
Defesa de Tagliaferro pede perícia nos documentos
Os advogados pedem que a Vice-PGR descubra de onde vieram os documentos e se eles são autênticos. Também querem uma perícia nos arquivos e a identificação de quem participou da produção e do envio do material.
