O Reino Unido teve o verão mais quente desde o início dos registros do Met Office, segundo estatísticas provisórias do escritório de meteorologia divulgadas nesta terça-feira (1º), após uma temporada de calor intenso e seca que colocou à prova a infraestrutura, a produção de alimentos e a capacidade de combate a incêndios florestais.
A agência informou que o Reino Unido registrou temperaturas recordes pelo segundo verão consecutivo, de acordo com estatísticas que voltam até 1884, à medida que as mudanças climáticas causadas pelo homem aumentaram significativamente a probabilidade de fenômenos climáticos extremos.
Os cinco verões mais quentes do país foram todos registrados após 2003.
No dia em que o outono meteorológico começa no Reino Unido, o Met Office afirmou que a temperatura média deste verão, de 16,5 graus Celsius, foi “tornada cerca de 130 vezes mais provável devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem”.
Em um clima livre de gases de efeito estufa gerados pelo homem, o Reino Unido teria um verão como o de 2026 aproximadamente uma vez a cada 1.000 anos, disse Mark McCarthy, chefe de atribuição climática da agência.
“Em nosso clima atual, que está mudando devido ao efeito da queima de combustíveis fósseis, devemos agora esperar que esse seja um evento que ocorra aproximadamente uma vez a cada nove anos”, acrescentou ele em um comunicado.
