O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) corrigiu um comunicado oficial na sexta-feira (28) e escreveu que órgãos do governo federal foram alvos de ações cibernéticas ligadas à China, e não vítimas de invasões bem-sucedidas em todos os casos.
A embaixada da China em Washington contestou as acusações e declarou que os EUA usam o tema da cibersegurança para “difamar ou desacreditar a China”, além de se opor ao que chamou de ampliação indevida do conceito de segurança nacional para prejudicar empresas chinesas.
A retificação das autoridades norte-americanas ocorreu após o órgão divulgar a apreensão de domínios e a desativação de plataformas operadas pelo grupo hacker QTFY, associado à empresa privada Nanjing Xinjiuwei Network Technology Co.
Em nota oficial, o DoJ explicou o ajuste: “Foram feitas edições para garantir que este comunicado de imprensa reflita com precisão as alegações do governo na declaração juramentada em apoio às apreensões de domínios”.
Segundo os documentos judiciais, a menção original tratava instituições de peso como vítimas diretas, mas a investigação apontou que apenas uma parcela sofreu comprometimento real de sistemas. Entre os alvos listados estão a Nasa, o Federal Reserve, o Senado dos Estados Unidos, o Departamento de Energia e o próprio Departamento de Justiça.
