A soja ganhou força nesta terça-feira (01) em Chicago, apoiada por uma combinação de fatores de oferta e demanda. O contrato para entrega em novembro fechou cotado a US$ 13,17 por bushel, com valorização de 2,31%.
Segundo a Royal Rural, o avanço ocorre em um cenário de vários fatores positivos atuando ao mesmo tempo, especialmente sobre milho e soja. Entre eles estão a demanda firme, as preocupações com a safra norte-americana, a guerra no Mar Negro, a valorização do petróleo e uma percepção menos negativa sobre os biocombustíveis nos Estados Unidos.
No caso específico da soja, o mercado também reagiu à piora nas condições das lavouras americanas. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou ontem uma redução de 60% para 58% no percentual da safra classificada como boa ou excelente. Com a cultura já em estágio avançado de formação e enchimento de vagens, o mercado avalia que diminui o espaço para uma recuperação significativa do potencial produtivo.
Outro fator de suporte veio da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos), em que as isenções concedidas a pequenas refinarias haviam gerado preocupação com a demanda por biocombustíveis, mas a sinalização de que as obrigações retiradas poderão ser realocadas para 2026 e 2027 trouxe uma leitura menos negativa.
Na prática, o mercado passou a considerar que parte da demanda por biocombustíveis não será eliminada, mas apenas deslocada para os próximos anos.
