O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, demonstrou preocupação com o uso do Pix para realizar pagamentos ao escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Em 1º de outubro de 2025, Alberto Felix, responsável por operações financeiras de Vorcaro, informou ao banqueiro que havia realizado pagamentos pendentes. Na conversa, que faz parte da investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master, não é citado o valor do pagamento. Mas, entre eles, estava um repasse ao escritório Barci de Moraes.
Vorcaro questionou imediatamente a forma de pagamento:
“Mas nao faz barci pix ne?”, questionou.
Felix respondeu que havia feito a transferência por Pix, para os mesmos dados bancários usados para uma TED -modalidade de transferência de valores que caiu em desuso depois da chegada do Pix.
“Fez, nao pode? Foi pix para os mesmos dados da ted”, respondeu.
Vorcaro então ponderou:
“Nao e bom”.
A grafia original das conversas foi mantida, inclusive com eventuais erros de português, para preservar a fidelidade aos dados da investigação.
A conversa consta do relatório produzido pela Polícia Federal a partir do celular apreendido do banqueiro. Na legenda da imagem que reproduz o diálogo, a PF registra que Vorcaro orientou Felix a não fazer pagamentos ao escritório Barci de Moraes por Pix.
O relatório não esclarece por que Vorcaro considerava o Pix inadequado.
