Uma análise publicada neste ano pela OMS (Organização Mundial da Saúde), envolvendo mais de 200 mil pessoas em 150 países, revelou que uma em cada cinco pessoas se declara solitária. Desde 2023, a instituição classifica a solidão como uma prioridade de saúde global.
Para enfrentar o problema, a entidade criou a Comissão de Conexão Social, com o objetivo de promover vínculos sociais nos países, independentemente do nível de renda. Recentemente, a organização ainda apontou como possíveis causas desse fenômeno as mudanças na urbanização, o avanço da tecnologia e o aumento da desigualdade social.
No Brasil, o cenário também tem se tornado cada vez mais preocupante: entre 2000 e 2023, o número de pessoas morando sozinhas no país triplicou. Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 2024 e divulgada este ano, apontou que 26% dos adolescentes brasileiros sentem que ninguém se importa muito com eles.
Entenda as diferenças entre solidão, solitude e isolamento
Para compreender o tema, é importante distinguir três conceitos: solidão, solitude e isolamento. O primeiro é definido como a discrepância entre as conexões sociais que uma pessoa deseja ter e as que efetivamente possui.
Já a solitude é descrita como algo saudável, o desejo genuíno de ficar sozinho, sem sofrimento associado. Por fim, o isolamento social refere-se à falta de contato com outras pessoas.
