Com os olhos marejados e o corpo em frangalhos, é difícil não sentir que a derrota de Novak Djokovic no US Open, no último domingo (30), marcou um momento decisivo em sua carreira.
A eliminação na primeira rodada para o argentino Mariano Navone não foi apenas o pior resultado de Djokovic em Grand Slams em 20 anos, mas também um dos raros momentos em que o sérvio pareceu vulnerável em quadra.
Seus passos não pareciam mais seguros, o corpo parecia enrijecido, e sua mentalidade guerreira finalmente foi rompida. Essa derrota teve um gosto diferente: pareceu mais definitiva.
Vale lembrar que, há apenas sete meses, o tetracampeão de 24 títulos de Grand Slam disputava a final do Aberto da Austrália, aos 39 anos, desafiando as probabilidades.
Djokovic não é mais jogador em tempo integral no circuito da ATP
Na ocasião, ele parecia o único homem capaz de rivalizar com a nova geração, formada por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. A semifinal alcançada em Wimbledon, em julho, também alimentava a esperança de um 25º título de Grand Slam.
Agora, porém, atingir essa meta parece mais improvável do que nunca. Na prática, Djokovic não é mais um jogador de tempo integral no circuito.
Ele se poupa para os torneios de Grand Slam, usando ocasionalmente outras competições como preparação. A abordagem sob medida ajuda a administrar o corpo à medida que envelhece.
Mas nem mesmo ele parece capaz de lidar com seu desafio mais recente.
