Guerreiros nômades chamados citas percorriam a estepe eurasiática a cavalo durante a Idade do Ferro. Uma classe de elite detinha as rédeas do poder cita, e seu status elevado era celebrado após a morte por meio de suntuosos sepultamentos. Entre os mais famosos desses indivíduos de elite está o “Homem de Ouro”, cujo túmulo continha armas de ferro, artefatos de bronze, uma tigela de prata e mais de 4.000 ornamentos de ouro.
Agora, análises genéticas mostram pela primeira vez que citas da classe alta, como o Homem Dourado, herdaram seu status elevado e compartilharam o poder com seus parentes, criando um nível de estratificação social que estava ausente nessa região durante a Idade do Bronze.
Ao comparar o DNA de dezenas de indivíduos de múltiplos sítios funerários, cientistas descobriram conexões familiares entre as elites citas, mesmo entre grupos que viviam distantes uns dos outros. Esses laços moldaram a desigualdade emergente nesse período da história dos citas, e as descobertas fornecem a primeira evidência de que as elites citas eram aparentadas entre si, relataram os pesquisadores na sexta-feira na revista Science Advances.
A análise genética também resolveu questões antigas sobre o Homem Dourado, cujo túmulo cita, chamado kurgan, data de cerca de 400 a.C. a 300 a.C. e foi escavado em 1969 em um sítio arqueológico no Cazaquistão.
Apesar do apelido que indicava gênero, os pesquisadores ainda não tinham certeza se o jovem era homem ou mulher.
