O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) considerou insuficientes as informações apresentadas pela Âmbar Energia, braço de energia da J&F, sobre os impactos climáticos da usina a carvão Candiota III Fase C, no Rio Grande do Sul, e determinou que a empresa complemente os estudos com metas de redução de emissões, medidas de neutralização e ações de adaptação às mudanças climáticas.
Candiota é uma planta a carvão de 350 MW que a Eletrobras (hoje Axia Energia) vendeu para a Âmbar em 2024. Em parecer técnico assinado nesta segunda-feira (31), o órgão concluiu que o estudo entregue pela companhia dos irmãos Batista, caracteriza e quantifica adequadamente as emissões de gases de efeito estufa da térmica, mas permanece estruturado predominantemente como um inventário de emissões e não aprofunda os impactos da operação nem sua relação com os compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.
Segundo o Ibama, a documentação também não estabelece metas de redução, cenários para a evolução futura das emissões ou uma estratégia estruturada para diminuí-las. O parecer afirma ainda que a única medida de mitigação apresentada pela empresa, um projeto de biofixação de CO₂ por microalgas, já faz parte de uma condicionante da licença de operação e está em desenvolvimento.
“A continuidade operacional da UTE Candiota III Fase C depende de uma reorientação substancial no trato da questão climática no licenciamento ambiental.
