A partir da próxima quinta-feira (3) a União Europeia suspenderá a importação de carnes brasileiras. A decisão foi tomada devido à falta de garantias do Brasil sobre o cumprimento das regras sanitárias, especialmente no que diz respeito ao uso de antimicrobianos.
Impacto na inflação europeia
O comentarista Miguel Daúdio questiona a lógica de impor novas restrições à oferta de alimentos em um momento em que a inflação na zona do euro voltou a acelerar, subindo de 2,9% para 3,3%. Essa alta é impulsionada principalmente pelo setor de energia.
Protecionismo comercial
Daúdio destaca que a decisão da UE pode ser vista como uma forma de protecionismo comercial, já que a Irlanda, um grande exportador de alimentos, pressionou para que o Brasil fosse afastado do fornecimento. Ele argumenta que o Brasil possui qualidade e sanidade em seus produtos, sendo capaz de atender a mais de 170 países.
Desdobramentos futuros
A carne bovina pode levar até 2 anos para ter a liberação do mercado europeu.
Frango e suíno podem ter a liberação até novembro, devido ao ciclo de produção mais curto.
A inflação na Europa, já impactada pelo aumento dos custos de energia, pode ser exacerbada pela suspensão das importações.
Com a situação atual, a Europa terá que decidir entre atender seus produtores subsidiados ou abrir espaço para a competitividade do Brasil no mercado de carnes.
