BRASIL - A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) de participar de debates e acessar recursos dos fundos eleitoral e partidário pode ter efeitos sobre outros candidatos que descumpriram regras para informar contas de redes sociais à Justiça Eleitoral.
Entre os nomes que apresentam inconsistências estão o ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), candidato ao Senado pelo Maranhão, além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL), Tabata Amaral (PSB) e Celso Russomanno. Ao todo, 2.741 candidatos não informaram qualquer perfil de rede social no momento do registro de candidatura.
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A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo GLOBO a partir do cruzamento de dados oficiais.
Regra aplicada a Renan Santos
Toffoli determinou restrições contra Renan Santos após identificar que o candidato não informou, dentro do prazo, a lista completa de suas contas nas redes sociais.
Segundo a decisão, a omissão poderia ter dado vantagem ao candidato nas plataformas digitais, já que os perfis não teriam sido retirados dos sistemas de recomendação dos algoritmos.
Renan informou dois perfis em 7 de agosto e acrescentou outras 12 contas em 19 de agosto, três dias depois do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
A decisão é monocrática e tem efeito imediato sobre a campanha do candidato do Missão.
