A China se tornou um competidor predatório da indústria química global, na avaliação de Maximilian Yoshioka, diretor-presidente da Indorama Ventures Polímeros para a América Latina e membro da presidência da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Segundo ele, o aumento da capacidade produtiva chinesa criou um excedente que passou a pressionar os mercados internacionais e a afetar a indústria química da América Latina.
A declaração foi feita nesta 3ª feira (1º.set.2026), em São Paulo, durante evento da Abiquim para apresentar a Agenda Estratégica para a Indústria Química Brasileira 2027-2035. O encontro reuniu autoridades e lideranças do setor para debater o futuro da indústria até 2035. A agenda tem como objetivo reduzir a dependência externa, recuperar a competitividade e ampliar os investimentos no setor químico nacional.
Yoshioka afirmou que esse desequilíbrio estrutural se agravou nos últimos 15 anos. Nesse período, os investimentos chineses em nova capacidade instalada cresceram em 2 dígitos, gerando uma oferta superior à demanda doméstica e ampliando a pressão sobre os mercados globais.
Excedente chinês e americano
O cenário também foi impulsionado pelos Estados Unidos, que ampliaram os investimentos na indústria química com a expansão da produção de shale gas, fonte de matéria-prima de baixo custo.
