O IBL (Instituto Brasil Logística), que reúne associações ligadas à logística e infraestrutura, posicionou-se contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221 de 2019, que acaba com a escala de trabalho 6 X 1, no formato em que foi aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto pode ser analisado pelo Senado nesta semana.
Em nota divulgada nesta 3ª feira (1º.set.2026), o instituto disse reconhecer a relevância social do debate sobre a redução da jornada de trabalho, mas defendeu que a discussão não pode ser feita sem considerar a realidade operacional das atividades de logística e infraestrutura do país, conduzidas por “setores essenciais, contínuos, intensivos em mão de obra” submetidos a rigorosas obrigações regulatórias e contratuais.
“A aplicação uniforme e abrupta das novas regras traz graves riscos, pois a ausência de salvaguardas adequadas pode comprometer a continuidade de serviços essenciais, agravar ainda mais a atual escassez de mão de obra qualificada e transferir custos para fretes, tarifas e preços em toda a cadeia produtiva nacional, que invariavelmente acabarão atingindo os mesmos trabalhadores que a PEC busca proteger”, disse o instituto.
