O contrato mais líquido do ouro caiu nesta terça-feira (1) pela terceira sessão consecutiva, seguindo as perspectivas para a postura do Federal Reserve (Fed).
Uma nova alta dos preços do petróleo, com o Brent ultrapassando os US$ 94 o barril, reforçou perspectivas de pressão inflacionária, voltando a alimentar um avanço nos juros dos Treasuries. O movimento prejudica o ouro, uma vez que o metal não rende juros.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,90%, a US$ 4.396,4 por onça-troy. A prata para dezembro caiu 2,43%, a US$ 65,36 por onça-troy.
A escalada das tensões na guerra do Oriente Médio impulsionou alta de mais de 4% do petróleo na tarde desta terça, reacendendo temores inflacionários.
Em discurso, o diretor do Fed Michael Barr alertou que a inflação está acima da meta do BC americano há mais de cinco anos e disse que, se parecer que os preços não estão diminuindo o suficiente, o Fed deverá agir “de forma decisiva” para aumentar os juros.
“A incerteza em torno das perspectivas para as taxas de juros dos EUA permanece elevada. Consideramos que um aumento das taxas em setembro está longe de ser uma certeza absoluta.
Pelo contrário, a decisão provavelmente dependerá da divulgação de dados restantes, incluindo o payroll e os dados de inflação de agosto”, afirma o Commerzbank.
Para o banco alemão, o cenário macroeconômico americano não aponta uma direção clara e específica.
