Brasileiro vítima de tráfico humano relata fuga em Madagascar e luta para voltar para casa
“Eu achei que não ia realmente estar vivo, porque, por vários momentos, tive a arma apontada para mim. Estavam vendendo a gente.” Foi assim que um paulistano de 27 anos descreveu o que passou depois de descobrir que a vaga de emprego no exterior para a qual havia sido recrutado fazia parte de uma rede de golpes financeiros.
O jovem, que pediu para não ser identificado, afirma ter sido vítima de tráfico humano, ter sofrido pressão psicológica e ter sido ameaçado com armas durante uma tentativa de fuga em Madagascar.
Ele é um dos 23 brasileiros de diferentes estados que estão em Antananarivo, capital de Madagascar, na África, depois de conseguirem escapar da organização criminosa que, segundo os relatos, era comandada por chineses.
Agora, o grupo tenta voltar ao Brasil, mas afirma estar sem os passaportes, que ficaram em poder das autoridades locais, e sem dinheiro para comprar as passagens. Um e-mail para o Itamaraty foi enviado em 29 de agosto pedindo repatriação, salvaguarda de passaportes e assistência consular.
"Estão todos assustados, querendo voltar para casa. Mas não estamos recebendo ajuda de quem deveria estar dando, que é o consulado e o Itamaraty. Estamos com medo e tendo que nos virar sozinhos. Tem gente de vários estados e cerca de cinco mulheres", afirmou.
Brasileiro vítima de tráfico humano relata fuga em Madagascar e luta para voltar para casa com outros 22: 'Estavam vendendo a gente'
