Em jantar no Palácio do Alvorada com representantes do empresariado brasileiro, na 2ª feira (31.ago.2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou “punhalada” do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Apesar disso, disse estar “puto” com Galípolo por juros altos.
“Falam que eu tô puto com o Galípolo. Que ele me traiu, que me deu uma punhalada nas costas. Não é verdade. Eu tô puto com ele com os juros altos, mas ele [Galípolo] não deixa de vir aqui”, disse Lula.
Aos 16 empresários convidados para o encontro, o petista disse entender o que o presidente do BC precisa fazer e afirmou respeitar as regras. Segundo Lula, Galípolo tem um mandato na autoridade monetária e isso será cumprido e respeitado.
Também citou Henrique Meirelles, que chefiou o banco nos 2 primeiros mandatos de Lula, e comparou o período de 2003 a 2010 com a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que teve vários chefes do BC.
O principal tema da noite foi a economia brasileira. Em sua fala, Lula afirmou: “As empresas de vocês querem crescer, querem vender mais”. O petista disse que assim também é com o Brasil e que usará todos os mecanismos disponíveis para alavancar esse crescimento.
Tanto o petista quanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declararam que encontraram o Brasil em uma situação ruim e reclamaram da conta de precatórios deixada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
